quinta-feira, 26 de janeiro de 2017


D. Francisco de Lemos e Faria Pereira Coutinho


Freire conventual da Ordem de S. Bento de Avis, bispo de Coimbra, conde de Arganil, senhor de Coja, do conselho do rei D. João VI, reitor da Universidade de Coimbra.
Depois de estudar os preparatórios nas escolas dos jesuítas no Rio de Janeiro veio para Portugal, onde frequentou o curso de direito canónico da Universidade de Coimbra, sob a direção de seu irmão mais velho João Pereira Ramos de Azeredo Coutinho, professor na mesma universidade.
Recebeu o grau de doutor em 1754. Em 1761 foi nomeado reitor do Colégio das Ordens Militares, e em concurso obteve uma cadeira de oposição, e depois de lente na universidade. 
Em 8 de maio de 1770 foi nomeado reitor da universidade. Foi depois chamado pelo governo para fazer parte da junta criada sob o nome de Providencia Literária, encarregado da reforma da universidade sob a inspeção do cardeal da Cunha e do marquês de Pombal.
A ele ficar-se-iam a dever obras tão importantes como o Museu de História Natural, o Laboratório Químico, o Jardim Botânico, a Via Latina e as salas do Paço Reitoral da Universidade, entre outras, além da transferência da Sé para a antiga igreja privativa do Colégio da Companhia de Jesus.
Por carta régia de 1772, foi nomeado reformador da Universidade, para servir este cargo juntamente com o de reitor.
Em1799 foi pela segunda vez nomeado reformador reitor da universidade, cargo que ocupou até 1821, em que foi exonerado a seu pedido.
Este segundo período da reitoria do bispo compreendeu os tempos difíceis da invasão francesa, em que se suspenderam os trabalhos escolares, e durante os quais o reitor esteve ausente em França, porque D. Francisco de Lemos foi um dos membros escolhidos pelo general Junot, em 1808, para fazer parte da deputação encarregada de ir a Baiona cumprimentar Napoleão, e pedir-lhe um rei da sua dinastia para Portugal, regressando ao reino com os seus companheiros em 1814. Foi eleito deputado ás cortes gerais e constituintes em 1821 pelo Rio de Janeiro, mas não chegou a tomar posse, e faleceu no ano seguinte. 
Fizeram-se-lhe em Coimbra sumptuosas exéquias, recitando nessa ocasião orações fúnebres os doutores frei Fortunato de S. Boaventura e o padre António José da Rocha.
Catarina Freire

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